MC Sertório  (441 views)

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RESMUNGONA...IRREVERENTE............ENFIM ...UM DOCE DE CRIATURA PARA ALGUNS......UMA CONVENCIDA PARA OUTROS... A ETERNA BRINACALHONA ..A SÃO SIMPLESMENTE!

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O ALENTEJO



Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade.
O rio que divide e une Portugal e que, à semelhança do Homem Português,
fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície
dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as
amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência
física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é
alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce
alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte, mas foi no Alentejo que se fez Homem.
Guimarães é o berço da Nacionalidade; Évora é o berço do Império Português.
Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir
a Índia. No meio das montanhas e das serras, um homem tem as vistas curtas;
só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino, depois de dobrar o Cabo
das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia, para D. João II perceber que só
o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um
empreendimento daquele vulto. Aquilo que, para o homem comum, fica muito
longe, para um alentejano, fica já ali. Para um alentejano, não há longe,
nem distância, porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não
é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga
leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada
decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou,
ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama
respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da
esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde
não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a
andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é
precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada
gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória
está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e
poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não
teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma
batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É
certo que o rei de Castela contava com um poderoso exército composto por
espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com
meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos
seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da
desproporção
numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos
estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as
grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos
mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para
ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para
que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um
alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este,
intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha:
«Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado
nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema
que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o
Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para
descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e
intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos
portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e
inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo
que servem de espelho a quem as ouve.

Mas, para que uma pessoa se ria de si própria, não basta ser ridícula,
porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso
é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de
humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e
mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem
sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto
de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a
alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca
teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas,
incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de
observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito,
o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por
sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado
num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a
janela?», perguntou-lhe o revisor.
«Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano.
«Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com
quem?»

Como  alentejana que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O
Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo
uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano
anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão
alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E
é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no
primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão
alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos
subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de
verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a
Deus por ser alentejana. Que maior bênção poderia uma mulher almejar?





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Sep 3, 2008 1:35 PM
Pedro says:
 
reclamaste, agora já podes ver. Diário do Sul.
Beijos
 
 
 
Aug 19, 2008 5:25 PM
anita says:
 
Muita saúde, muita alegria e flores de PARABÈNSclick to comment
 
Jun 29, 2008 12:23 PM
anita says:
 
click to comment
 
Jun 12, 2008 3:21 AM
 
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May 21, 2008 6:20 AM
ana says:
 
Amiga,
Ando mesmo a leste do paraiso, não te vi, ando para te ligar mas estou com obras em casa repases para a visinha de baixo....
Jokas
 
 
May 16, 2008 4:31 AM
 
Car@,

No âmbito do Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia, a Associação ILGA Portugal, em parceria com a Associação para o Planeamento da Família (APF), organiza no próximo dia 17 de Maio, pelas 16h, no Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma), um debate dedicado à relação entre a discriminação com base na orientação sexual e a discriminação com base no género, chamando a atenção em particular para a discriminação das mulheres lésbicas.

O painel de debate dedicado ao tema «Mulheres que amam mulheres: género, orientação sexual e discriminação» será moderado por Fátima Palma (APF) e contará com as presenças de Elza Pais (Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género), das juristas Dinamene de Freitas e Margarida Lima Rego e de Luísa Corvo, em representação da Associação ILGA Portugal. O debate será precedido da exibição de um episódio do filme ‘If these walls could talk 2’, que retrata a evolução da situação das mulheres lésbicas nos EUA.

A entrada é livre e gratuita.

Realçamos ainda que esta iniciativa se insere também na promoção do Congresso Feminista 2008, organizado pela UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta e por uma vasta Comissão Promotora, que decorrerá nos dias 26, 27 e 28 de Junho de 2008, em Lisboa.




Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia

A Associação ILGA Portugal (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero) tem sempre tido como causa primeira a luta contra a homofobia, mas sabemos que esta causa não é só nossa: a homofobia é um problema social – e não conhece fronteiras. A nossa causa é por isso uma causa aberta a tod@s e uma causa aberta ao mundo – um mundo em que mais de 80 países punem actos homossexuais com penas de prisão ou até com a morte.
A Associação ILGA Portugal continua, por isso, a promover, em conjunto com associações de todo o mundo, a criação do Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia (International Day Against Homophobia – IDAHO), uma iniciativa do académico francês Louis-Georges Tin.
Este ano, um pouco por todo o mundo, o foco do IDAHO será a relação umbilical entre sexismo e homofobia. Sendo a sexualidade estruturante do género, a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género é aliás um dos pilares da discriminação com base no género.

Para saber mais sobre o Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia
http://www.ilga-portugal.pt/noticias/20041201.htm

Outras iniciativas, em Portugal, no âmbito do Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia
http://www.ilga-portugal.pt/noticias/idaho2008.htm



17 de Maio de 2008 - Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia
Fórum Lisboa, 16h
Entrada livre. Apareça!

Associação ILGA PORTUGAL
Email: ilga-portugal@ilga.org
http://www.ilga-portugal.pt/

Pedimos desculpa se receber eventuais duplicações deste e-mail.

Visite-nos no Centro LGBT
Rua de S. Lázaro, 88
1150-333 Lisboa
Metro: Martim Moniz
Autocarro: 790
Telefone: 218 873 918
Fax: 218 873 922
 
May 10, 2008 11:12 AM
anita says:
 
Bom fim de semana click to comment
 
 
Apr 26, 2008 4:45 AM
 
Cota, pensavas que tinhas parado na idade ?
è impossivel poder ter mais idade que tu
sempre foste mais velha, desde que nasceste
vai lá vai, já andei a ver os teus amigos
depois falamos.
muito amor
bjos
 
Apr 22, 2008 12:14 PM
 
"...acabei de ler umas coisitas ke escreveste..."
O que é que leste?beijinho
 
Apr 20, 2008 12:58 PM
anita says:
 
click to comment
 
Apr 17, 2008 7:29 AM
 
Doce és tu olhos verdes, mar infinito.......e tu estás guardada num cofre forte do qual nem sei a combinação.........nem quero saber......
 
Apr 16, 2008 6:52 AM
 
Quis passar despercebido como uma brisa quente num dia frio, mas não sou capaz..........o meu rasto deixa sempre vestigios......assim como tu deixas........

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